segunda-feira, 4 de abril de 2016

Demanda derivada na crise

Em economia temos a demanda, que corresponde  em um mercado o quanto de determinado produto ou serviço as pessoas estão dispostas a comprar sobre um determinado preço.

Quando falamos em crise econômica, claro, vemos alguns fatores alterarem o cenário, a inflação alta reduz o poder de compra das pessoas, fazendo com que elas comprem menos, e com uma demanda menor as empresas acabam demitindo parte da sua força de trabalho num ciclo vicioso.

É claro, você pode estar pensando, como uma demanda pode ser afetada numa crise?! A resposta é que depende se ela é uma demanda derivada.

Um produto com demanda altamente derivada, por exemplo, espelhos para automóveis, só são produzidos quando alguém encomenda um automóvel (Sistema Just In Time e ECR, falarei em breve), portanto ela é diretamente derivada da demanda de automóveis, umas vez que as pessoas doficilmente trocam o espelho de seus carros com frequência.

No caso inverso, um produto com uma demanda não tão derivada é o pneu, já que este, mesmo que a demanda por automóveis caia na crise as pessoas que já tem automóveis precisam trocar os pneus com determinada frequência.

Por isso, numa crise, produtos com uma demanda derivada muito alta acabam se tornando mais frágeis e consequentemente podendo sofrer mais que outros produtos.

Claro, aqui dei um exemplo de um produto com alto valor agregado e com uma demanda mais elástica (em termos breves, demanda elástica é aquela que ocorre quando há uma crise, por exemplo, as pessoas de início já adiam a compra, troca e etc) apenas para exemplificar a derivativa.


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